Já analisei no passado como a crise poderia ser resolvida com a mera privatização dos poços sem fundo que são as universidades federais brasileiras, esse porém é apenas mais um dos muitos apêndices de um estado brasileiro parasítico e sempre em crescimento. Tudo da educação á saúde, está em decomposição, o Brasil é uma criatura doente, costurada junta, sem o menor cuidado para o suposto beneficio da pobreza mendicante, do funcionalismo público aristocrático (sem o ‘aristos’), dos políticos podres e dos plutocratas que se tornam ‘plutos’ ao se prostituir nesse sistema. E quando o pus começa a jorrar das suturas desse corpo mórbido a solução apresentada pelos nossos visionários líderes  é a de usar mais fio mais linha e mais mentiras. Uma reforma previdenciária que ignora os gulosos funcionários públicos, responsáveis por quase metade do rombo apesar de representarem porção insignificante da população, uma reforma trabalhistas que ignora os direitos e regime de trabalho que acabam com nossa produtividade e arrasam o potencial salarial, especialmente dos mais pobres e finalmente mais aberrante entre os habitantes do circo brasileiro dos horrores; uma reforma tributaria que eleva a carga.

Não basta notar o absurdo apontado por Delfim Neto; de fato vivemos na república de Ingana, impostos da Inglaterra e serviços de Gana, mas muito além disso, é preciso perceber finalmente a imoralidade do imposto, em especial o de renda. Um sistema pelo qual 30% de sua renda é direcionada imediatamente para o estado não só destrói o potencial econômico do país e a dignidade de seu povo, que ao produzir mais invés de recompensa ganha aumento na alíquota, mas é moralmente insustentável. Libertários vem apontando a décadas, essa imoralidade, e quando vivemos em uma sociedade individualista reunida em um governo que baseia sua legitimidade no voto desses indivíduos e na constituição que garrante a esses proteção contra a ação do mesmos, não é possível negar a precisão do argumento. Se vivêssemos em núcleos tribais, ou estados nacionalistas, que baseiam sua legitimidade na similaridade entre os indivíduos e na vontade, transmitida por tradição, das sucessivas gerações poderíamos justificar impostos, para atingir o chamado “bem comum”, alas não vivemos em tal sociedade, e não existe ninguém com legitimidade para determinar um bem comum a todos. Em uma democracia, individual e constitucional, imposto de renda só existe como formas de escravidão.

Não existe escolha a não ser pagar seus impostos, a falha em faze-lo será recebida com multas, a falha em quita-las resultara em prisão, se resistir a prisão a morte. Não importa que o estado nós de ‘serviços’ em troca de nosso impostos, uma vez que não existe escolha ou forma de recusar tais serviços ou seus pagamentos. Não importa que esse roubo seja apoiado por milhares e milhões, aqueles que recebem da renda usurpada, uma vez que os números só representam ‘justiça’ no governo da manada, nunca em uma democracia constitucional. Como exemplificado na famosa parabola libertária; se um homem roubar um carro, é roubo? E se uma gangue de cinco homens roubarem um carro?  E se uma gangue de 10 homens fizerem uma votação (deixando a vitima votar também) antes de roubar o carro? E se 100 homens roubarem um carro e darem uma bicicleta a vitima? E se 200 homens não só darem a vitima uma bicicleta mas também darem uma bicicleta para um pobre? Quantas pessoas são necessárias para tornar um roubo justificável?

Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Sorry, comments are closed for this post.