Voz estridente contra a crescente possibilidade de o alarife Lula ser preso a qualquer momento, a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, tem situação jurídica tão delicada e periclitante quanto a do dramaturgo do Petrolão.

Diante desse cenário, não se descarta a possibilidade de, após tanto questionar a ameaça de Lula ser preso, Gleisi conhecer o interior dos cárceres de Curitiba antes do próprio Lula, em uma espécie de ‘missão precursora’. Mesmo assim, a senadora não abandona a ousadia discursiva para defender a reputação (sic) do petista-mor.

A ação penal em que Gleisi Helena é ré está quase pronta para julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A petista é investigada por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava-Jato, que desmontou esquema criminoso que funcionou de forma deliberada durante uma década na Petrobras.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Gleisi Hoffmann e o marido – o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva – de terem pedido a Paulo Roberto Costa R$ 1 milhão, valor que saiu da ciranda de propinas que girava na estatal. O dinheiro seria para a campanha (vitoriosa) de Gleisi Helena ao Senado em 2010. O julgamento da ação está previsto para o final de novembro.

 

Paulo Bernardo já foi preso em caráter preventivo na esteira da Operação Custo Brasil, enquanto Gleisi tem sido protegida pelo mandato de senadora, mas qualquer movimento que seja entendido como obstrução à Justiça poderá levá-la ao cárcere.

A prisão de Gleisi Hoffmann seria o coroamento de uma carreira que começou com o desejo de ser freira e passou pela militância no Partido Comunista do Brasil, depois pelo PT, onde posições anticapitalistas nunca a constrangeram de ser financiada pelo dinheiro de empreiteiras cevadas pela corrupção do Partido dos Trabalhadores.

Eleita presidente do PT há meses, Gleisi Helena tem se destacado pela defesa ensandecida de teses bizarras. Entre as quais, a de que todas as denúncias, acusações e até mesmo provas de corrupção contra o PT (em geral) e Lula (em particular), não passam de uma nebulosa conspiração direitista, mancomunada com o Judiciário, a CIA, o FBI, todos de olho nas riquezas brasileiras, em especial a área do pré-sal.

O discurso absurdo e détraqué da senadora paranaense faz a alegria de parte da militância do PT, seguidora fanática de Lula, capaz de aceitar qualquer bizarrice como forma de manter a crença no petismo. (Ucho)

 

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