A senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, insiste em provar que é uma pessoa sem desprovida das mais rasas doses de noção. Encalacrada em denúncias de corrupção, a maioria delas envolvendo financiamento ilegal de suas campanhas, todas bancadas por empreiteiras do Petrolão, Gleisi diz que o fundo público para financiamento da campanha, aprovado pelo Congresso Nacional com previsão de receita de R$ 1,7 bilhão, dá chances iguais aos brasileiros de participarem das eleições.

“Um voto vale um voto, não importa quem esteja votando. Mas quanto mais se distancia o povo de participar das decisões, mais caras as eleições se tornam”, diz Gleisi. Em mais um devaneio, a senadora paranaense aparenta ter esquecido que nas planilhas de propina seu codinome é “Amante”, que seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (Planejamento e Comunicações), é acusado de comandar um esquema de corrupção que subtraiu mais R$ 100 milhões servidores federais e aposentados. Em suma, Gleisi continua firme em seu decadente espetáculo de cinismo.

“O financiamento público pode, sim, reduzir a ‘elitização’ do Parlamento e ajudar a combater a ‘crise de representação’ da classe política. Oportunizando com que o povo possa ter mais acesso e disputar em condições mais justas. Se não for pela via pública, não serão os empresários e as grandes corporações que contribuirão para eleger representantes da classe trabalhadora e do povo pobre do nosso País”, afirma a “presidenta do PT

Como vestal da política verde-loura, não como parlamentar que afunda nas denúncias de corrupção e outros crimes correlatos, Gleisi Helena continua a elaborar raciocínios tão utópicos quanto cínicos.

 “O financiamento eleitoral hoje acaba definindo a composição do Congresso Nacional. Esse Congresso deveria representar, espelhar a diversidade da população e expressar a vontade do povo brasileiro. Mas a gente não vê a dona de casa, o gari, o motorista, a professora, o jovem, a mulher, o agricultor, a enfermeira, enfim, a pluralidade da nossa sociedade expressa na composição do Congresso Nacional”.

“Porque esses trabalhadores não têm as mesmas chances de disputar as eleições (caras e inflacionadas) e debater com as pessoas suas ideias como têm o banqueiro, o comunicador, a empresária, o filho desse ou daquele outro político etc. Embora as regras eleitorais pareçam ser as mesmas, as condições econômicas não deixam a população mais humilde, com raras exceções, chegar lá”, prossegue, sugerindo que ela mesma, que ganhou milhões de empreiteiras corruptas para se eleger, disputou eleições em condições de igualdade.

Esquecida da avalanche de corrupção em que o PT e os partidos de esquerda chafurdaram durante longos anos, Gleisi idealiza essas legendas de forma ridícula: “Os partidos de esquerda, com cara de povo, sentimento de povo e compromisso com o povo, por serem organizações do povo, têm perdido espaço nessa disputa desleal do poder econômico. E nessa luta de classes – o golpe e o desmonte dos direitos estão aí para provar -, é justamente o povo que tem levado a pior”. (Ucho)

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