Ex-senadora e candidata derrotada nas últimas eleições, Marina Silva (Rede) confirmou, neste domingo (16), a sua candidatura. A decisão foi tomada um dia após a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada. Ex-petista, ex-ministra de Lula, Marina Silva segue em sua marcha para atrair setores da direita e para sua chapa, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Dissimulada e sonsa, ela endurece o discurso contra a esquerda ao convidar também o ex-ministro da Corte Carlos Ayres Britto, para que concorra ao Senado.

Marina Silva reuniu os principais líderes de sua legenda para uma avaliação sobre o quadro político brasileiro, com vistas a 2018. Com ar messiânico, mas sem apresentar uma definição clara sobre seu destino político, a cidadã acreana deixou antever que será candidata e precisa montar uma agenda neste sentido.

Em outra pista sobre seu posicionamento no quadro político, em recente artigo publicado em um diário especializado em economia, para assinantes, escreveu que “não custa nada responder à adequada provocação do filósofo e a do advogado romano (Sêneca), lançando mão da assertiva afirmação de outro filósofo, o francês Maurice Blondel, para quem ‘o futuro não se prevê, prepara-se”.

Sobre a disputa com o líder disparado nas pesquisas de opinião, o ex-presidente Lula, e o possível apoio do PMDB a um candidato tucano, Marina tenta se distanciar.

— Não posso acreditar que os dois partidos que governaram juntos, que patrocinaram juntos tudo o que está acontecendo, seja na crise política, na crise econômica, na crise social e na crise da Petrobras, um possa ser subtraído como o problema e o outro possa ser ungido como a solução — concluiu. 

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