Democracia “de facto e de jure” (de fato e de direito), o Brasil garante a qualquer cidadão a livre manifestação do pensamento, o que explica a enxurrada de sandices que brota do universo político, em especial do gueto frequentado por corruptos alcançados pela lei.

Não importando o volume de provas, evidências e indícios, petista que se preza não se dá por achado, até porque a dissimulação é a cartilha do cotidiano entre os “companheiros”, os quais tentam sobreviver politicamente depois do advento da Operação Lava-Jato.

Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, mas atuando como boneca de ventríloquo, a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PR) é ré por corrupção em ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (no STF), foi acusada por sete delatores da Lava-Jato de recebimento de propina e é investigada por três operações da Polícia Federal.

Um novo e recente relatório da PF, sobre investigação iniciada após apreensão de documentos sobre pagamento de propinas, revela evidências de corrupção por parte de Gleisi Helena e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (Planejamento e Comunicações).

Citada nas planilhas de propina das empreiteiras do Petrolão sob os sugestivos codinomes ‘Amante’ e ‘Coxa’ – o primeiro causou problemas no lar da petista – a senadora paranaense diz que tudo não passa de reação a seu engajamento em causas populares, como a defesa de Lula e a do regime truculento e sanguinário de Em seu perfil no Facebook, Gleisi publica o que seria uma resposta ao relatório da PF que aponta os indícios de atos de corrupção e aproveita para consolidar seu divórcio total com a realidade, para mergulhar no mundo paralelo em que o PT chafurda. Aquele em que os apanhados na prática da corrupção e nos assaltos às estatais são saudados pela militância como “heróis do povo brasileiro”.

Na rede social, a senadora manifesta-se sobre relatório final da PF sobre sua campanha, como se nada do que foi investigado fosse verdadeiro: “Devo estar, com o PT, incomodando muito. Tentam me incriminar de qualquer jeito, sem provas, sem malas de dinheiro, sem conta no exterior e sem riqueza ficam divulgando relatórios com convicções. A PF faz release para imprensa, qdo (sic) tinha de mandar seu trabalho para o juiz!”.

Sem medo de ser feliz, a senadora avança em seu “non sense”, proclamando sua valentia para prosseguir em seu costumeiro destampatório, apesar de todas as evidências de crimes de corrupção, algo que só é possível por conta do foro especial por prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado.

O desvario é tamanho, que Gleisi Helena tenta passar à opinião pública que as investigações da PF são um movimento para enfraquecer o PT e aqueles que defendem o povo e os seus direitos. Ou seja, o PT adotou o banditismo político durante mais de uma década, mas agora a “companheirada” tenta exalar inocência. “Não tentem me calar porque eu não tenho medo. Não pensem que vou desistir da nossa luta pelo povo brasileiro. Medo é uma palavra que não consta do meu dicionário”, afirma a senadora.

Mentiroso e marcado pela delinquência intelectual, esse discurso é voz corrente na cúpula do PT, que em meio ao desespero busca uma saída para não desparecer da cena política nacional. Aliás, a vitrola petista da mitomania foi acionada por Lula, que em 24 de julho passado, em entrevista à rádio Tiradentes do Amazonas, disse ser a propina uma invenção dos empresários e do Ministério Público.

“A palavra propina foi inventada pelos empresários para tentarem culpar os políticos. Ou pelo Ministério Público. Por tudo o que leio na imprensa, todas as campanhas do Brasil sempre foram feitas [com financiamento de empresas]. A diferença é que agora transformaram as doações em propina, então tudo ficou criminoso”, declarou o dramaturgo do Petrolão. (Ucho.Info)

 

 

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